Cubus
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Albums
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Todas As Coisas Estão No Lugar EP5 tracks
15/03/2010
About
| Cubus: General Info | ||||||||
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Onde tudo começou? Essa não é uma das mais difíceis. Hoje eu posso dizer com toda a certeza que o Cubus iniciou suas atividades no final de 2002, quando conheci o João numa loja de CDs onde trabalhava o Júnior Flutuante (amigo nosso e de + metade da galera que curte música eletrônica no Rio de Janeiro). Bem, para falar a verdade, o Cubus não iniciou exatamente ali, mas o seu embrião sim. O João me fez um convite para tocar numa banda de rock que ele estava organizando com uns amigos (que em seus poucos ensaios veio a se chamar Mata Hari). A tal banda não tinha nenhum futuro, uma vez que cada integrante achava que o som devia rumar para um estilo diferente (desde algo mais punk e experimental até um pop baba adolescente), mas foi o ponta pé inicial para que nós dois abandonássemos de vez a essa idéia rock & roll e fizéssemos algo diferente.
Ao longo de 2003, começamos os nosso primeiros experimentos. Eu tinha um teclado Roland E-12 e estava aprendendo a utilizar o FruitLoops (programa esse que foi a base de muitas músicas nossas) e o João tinha aquela coisa de poeta e vontade de ser vocalista. Traduzindo: a história clássica de qualquer dupla eletrônica dos anos 80 (talvez puxando muito mais para um Suicide do que para um Pet Shop Boys). Lançamos nossas primeiras composições no site fiberonline e (digo isso com um misto de orgulho e vergonha), apesar de nosso amadorismo, algumas pessoas (incluindo vários gringos que conseguiram achar as nossas músicas na web) abraçaram a nossa idéia. Isso nos deu gás para continuar e tentar buscar coisas novas.
Os anos de 2004 e 2005 marcaram muitas mudanças para nós (boas e ruins). Fizemos nossa estréia nos palcos e passamos por algumas mudanças na formação. O primeiro show foi na Baratos da Ribeiro (sebo muito bacana de Copacabana), onde tocamos ao lado de nossos amigos do TechnoFactor e Great Guy + o pessoal dos 3 Terrores. Esse show é lembrado por nós com muito carinho, porque foi um daqueles dias mágicos onde tudo poderia dar errado, mas saiu super certo!!!! O som, ou talvez nossa postura demente, atraiu o pessoal do botequim ao lado que curtiu o show junto com os habituais freqüentadores da casa. Outro dia eu adicionei no MySpace o Fábio Lyra (autor da Menina Infinito) e ele me perguntou se por acaso tinha sido a gente que tinha feito um show antológico por lá a uns anos atrás (comentário que me deixou muito orgulhoso). Em 2005 fizemos mais dois shows: um na Praia da Bica (ao lado TechnoFactor) e outro no Espaço Constituição (com o Rafael Nyer nas guitarras e também ao lado do TechnoFactor e da Orquestra Ektoplasma). Nesse momento, quando tudo parecia começar a dar certo (estávamos começando a melhorar na produção das músicas, recebíamos convites para participar de coletâneas e um repórter do JB entrou em contato comigo interessado em uma entrevista sobre artistas de música eletrônica independente), foi o momento da nossa derrocada. A divergência de opiniões e as pressões fizeram que o João fosse o primeiro a partir. E para ser honesto, quando ele partiu sinto que parte da idéia original se perdeu. Com o tempo, fui percebendo que apesar da boa vontade e genialidade dos outros integrantes que entraram depois (incluindo o próprio Rafael Nyer, Cláudio Borges e o ex-TechnoFactor Luis Schneider), o Cubus perdeu um pouco do rumo e eu acabei desmotivado em continuar.
É óbvio que esse hiato do Cubus não podia durar para sempre. Eu comecei a investir em equipamentos novos (primeiro um microKorg, depois um Korg ESX-1 e mais recentemente um Roland Juno-D LE) e resgatei as músicas antigas que havíamos feito. O processo de maturação foi longo (até pela falta de tempo que a vida adulta nos proporciona), mas em 2008 eu lancei as novas versões de “Adore” e de “(Não Há) Nada Que Me Faça Voltar” (que foram bem recebidas nos MySpaces e LastFMs da vida) e agora em 2009, estou prestes a lançar o primeiro EP oficial do Cubus (com músicas antigas em novas versões). O futuro? Se tudo der certo, pretendo continuar compondo e, quem sabe num futuro próximo, voltar a fazer shows.
É basicamente isso.
Diego Mode
18/09/09
Brazil - Rio de Janeiro